segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Paralamas do Sucesso - O amor não sabe esperar remix (Single promocional raro)

Capa

A postagem de hoje se destina apenas em cumprir formalidades. 

Destacamos o single promocional com remixes para a canção “O amor não sabe esperar” da banda Paralamas do sucesso, com participação especial da cantora Marisa Monte.

Como podemos ver,  a foto da capa do single é,  até o momento,  a única imagem disponível desse trabalho.  Não  há detalhes da contracapa  ou  do CD.  Existe outro single promocional para a canção original, mas não se trata de remix. 

A música foi originalmente apresentada pela banda em 1998, através do álbum Hey Na Na, que foi lançado pela gravadora EMI.  

O CD apresenta um total de cinco versões (Extended, Radio Edit 1, Radio Edit 2, Radio Edit 3, Radio Edit 4). Os remixes receberam influências do Dance hall com pitadas de Raggamuffim e são ótimos para serem tocados em bares ou em programas de rádio. Porém, não funcionam na pista de dança e servem como registro, apenas. Não há informações sobre a autoria dos remixes que, para algumas pessoas, poderá lembrar o trabalho do pessoal do Hitmakers.

A música “O amor não sabe esperar” também fez parte da trilha musical da novela Meu bem querer, que foi produzida pela emissora de TV Globo, entre 1998/99.

O fato da banda ser ou ter sido sucesso nacional, não garante que todas as canções lançadas pelo grupo sejam sucesso, mesmo com a utilização do remix para promover a faixa.

Até o momento não há outras informações adicionais para essa postagem. Como também, não há qualquer registro de que os remixes tenham sido lançados em vinil ou que estejam disponíveis nas plataformas digitais. 


OBS: Informamos que se houver informação adicional, essa postagem será atualizada.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Rita Lee - Classic Remix Vol. I - II - III

Volume I

Lista de canções:

01 - Mutante (Gui Boratto Rework)

02 - Mania De Você (Dubdogz Watzgood Remix Radio Edit)

03 - Cor De Rosa Choque (Mary Olivetti Remix)

04 - Caso Sério (DJ Marky Latin Love Song Remix)

05 - Lança Perfume (The Reflex Revision)

06 - Vírus Do Amor (Krystal Klear Remix)

07 - Doce Vampiro (Inner Soto Rework)

08 - Mania De Você (Harry Romero Remix)

09 - Saúde (Tropkillaz Remix)

10 - Caso Sério (DJ Marky Drum And Bass Remix)

11 - Atlântida (Renato Cohen Remix)

12 - Nem Luxo Nem Lixo (Chemical Surf Remix)

A equipe do blog parabeniza a organização e produção desse ótimo trabalho da cantora Rita lee, mesmo diante das divergências de opinião que o resultado possa causar no público, fãs e amantes de Dance Music. É importante compreender que os produtores escolheram – nesse momento – o caminho certo. Isso significa que não adiantaria fazer remixes “apoteóticos”, pois o público atual não iria se empolgar tanto quanto foram os remixes no passado.

Não vamos negar que a nossa expectativa “supervalorizava” os remixes desse projeto audacioso com três coletâneas musicais do mesmo artista, sendo lançadas simultaneamente!!!!. A justificativa ocorre por dois motivos. De um lado, sabíamos que as canções originais por si só já eram boas. Do outro, também conhecíamos a capacidade dos djs e produtores responsáveis pela releitura dos sucessos. Entretanto, durante a audição dos remixes, percebemos que havia uma peça no quebra-cabeça melódico que não estava se encaixando. Ou seja, é necessário que o ouvinte e os fãs tomem um  “banho de realidade musical atual”, ao acompanhar o que se passa ao nosso redor no tempo presente. Também é importante  sair da “bolha musical confortável do passado”, que foi projetada pela estética de remixes dançantes nos últimos 30 anos.....

ANÁLISE DO TEMPO

A partir do ano de 2000 houve grandes mudanças que mexeram no conceito musical de fazer, de ouvir, de perceber, de seguir, de dançar, de curtir e de divulgar música. Vamos listar de forma rápida, alguns momentos que fazem diferença:

- A migração do sistema de rádio de AM para FM:

Foi apenas uma mudança de tecnologia, masssssssssss, se antes a FM ostentava uma programação musical vendida como diferenciada, urbana, “mais evoluída” e  sofisticada; com essa mudança no sistema, a proposta musical usada pelas rádios AM bagunçaram tudo. Hoje é possível ouvir lado a lado, na mesma frequência do rádio, músicas de 15º categoria com músicas top de qualquer gênero musical.

- Houve uma ruptura no conceito de diversão dançante:
A dance music saiu da pista de dança e ampliou seu caminho dividindo-se em rave, em club, em bar e em lounge.

- Alguns aplicativos de celular, por falta de negociação com as gravadoras, limitaram o acesso popular do catálogo musical das décadas de 60-70-80 e 90. 

Quem deseja fazer um vídeo PROFISSIONAL no celular e colocar uma música do passado, vai ter acesso limitado ou vai ter que se contentar com a lista musical atual DE MERDA!!!!!! gratuita, “pré-escolhida e formatada”, pelo interesse DE MERDA!!! dos criadores do aplicativo DE MERDA!!!.

- Radialistas se aposentaram ou foram substituídos pela nova geração CONFUSA.

Isso significa que grande parte da juventude atual, está agindo de forma “preguiçosa”, confusa, escrava e dependente do “número de curtidas” de páginas de youtubers, instagramers e de pessoas que não viveram a “vibe” (empolgação), das festas e das pistas de dança nos anos 80 e 90. Logo, as referências musicais ou são inexistentes, ou ficaram no passado, ou são relembradas de forma superficial e desorganizada. Em alguns casos, o passado foi solenemente ignorado, para dar espaço a estética e a representatividade musical CONFUSA da nova geração, apenas por ser novo – independente se é bom ou ruim....

- O público atual passa/está passando pelo grave problema causado pela pandemia do Corona vírus.

Com muitas limitações, o público ficou disperso e se distanciou de qualquer tipo de festa, de clube e de rave. Ao permanecer protegido em casa, as pessoas ficaram expostas a uma lista musical limitada ou  determinada pelas emissoras de rádio e pelos interesses particulares e limitados dos influenciadores digitais.  Dessa forma, o público foi silenciosamente se afastando e perdendo o jeito de dançar, de curtir, de ouvir, de ver os outros dançarem, de estar em grupo e de brincar de fazer estilo, etc....

Ahhh mas tem os vídeos no tik tok e similares!!! Certo! Os vídeos nas redes sociais são localizados e estereotipados. Os vídeos representam o jeito de dançar de pessoas, de grupos, de guetos, de músicas coreografadas, de interpretações pessoais. O público atual perdeu um pouco daquele sentido de dançar em multidão, com aglomerações que havia antes da pandemia.  Quem viveu intensamente o “sentido club/rave de fazer festa na década de 90”, envelheceu e saiu da pista, deixando a juventude com poucas referências! Portanto, os jovens  não chegaram a observar o sentido de diversão do público mais velho. Parte da nova geração está procurando um novo sentido para as coisas e estão um pouco distantes e perdidos daquele conceito dance club que era tradicional. Toda essa situação + o fato do conceito melódico do lounge ter se misturado com a dance music nos últimos 20 anos, temos como resultado diversos remixes atuais que puxaram o freio na velocidade. É provável que daqui um, dois ou três anos a estética mude. Até porque os conceitos estéticos musicais mundiais estão em constante metamorfose. Mas na linha musical atual de clubes, rádios, bares, restaurantes e festas particulares, segue o conceito dançante igual à proposta apresentada pelos remixes atuais da cantora Rita Lee.

Volume II

Lista de canções: 

1. Nem Luxo Nem Lixo (The Reflex Revision)

2. Lança Perfume (Vintage Culture & Bruno Be Remix / Radio Edit)

3. Pega Rapaz (Eric Kupper Remix)

4. Caso Sério (Phonique Vocal Remix)

5. Baila Comigo (Leha & Eze Remix)

6. Corre-Corre (Vivi Seixas Remix)

7. Mania De Você (Rodrigo Ferrari Remix)

8. Atlântida (DJ Meme Remix)

9. Saúde (Beto Cury & Pedro Turra aka Clickbox Remix)

10. Jardins Da Babilônia (João Lee Remix)

11. Agora É Moda (The Reflex Revision)

12. Caso Sério (Phonique Stripped Out Remix)

13. On The Rocks (feat. Apollo 9) [Apollo 9 & Beto Lee Remix]

OS REMIXES

Com a pandemia sendo controlada, aos poucos os clubes começam a reabrir e receber o público que até então estava fechado no seu umbigo de proteção.  A proposta dos remixes das três compilações são bem legais e seguem a estética melódica atual. É claro que o povo LGTQIA+ e o povo das raves continuam dançando, curtindo remixes apoteóticos em várias partes do mundo. Mas para os clubs, festas particulares, bares, restaurantes e o público em geral, os remixes atuais então moderados e mais suaves. Por isso que, ao ouvir os remixes da cantora Rita Lee nos três cds, não há todo aquele frenesi dançante ou apoteótico, ao qual, estávamos acostumados, no passado recente.

A linguagem musical é bastante líquida. É provável que amanhã, daqui um ano, ou mais, a proposta de remixes seja completamente diferente e a vida segue o seu percurso.....

Melodicamente falando, para entender o que poderia ser considerado apoteótico, underground ou club, vamos utilizar como exemplo uma canção que todos conhecem. Ela se chama Dancing days do grupo Frenéticas, que ao longo dos anos passou por várias releituras.

Exemplo de remix apoteótico: Dancing days gravado pelo Ponte aérea.

Exemplo de remix underground: Dancingdays gravado pelo grupo Que fim levou Robim?

Exemplo de remix pra rádio /club: Dancing days gravado pelo músico Lulu Santos.

As três interpretações da canção são ótimas, mas cada uma possui uma vibração completamente diferente da outra. É isso que a equipe do blog tenta explicar nessa resenha. Por enquanto, remixes “apoteóticos” estão sendo feitos só pra tocar nas Raves ou nas festas para o público LGBTQIA+. Nos outros ambientes, neste momento, o dance continua de forma mais comportada com menos delírio.

Volume III

Lista de canções: 

1. Só de você ( Coppola remix)

2. Pega rapaz (Gui Boratto & Junior C remix)

3. Banho de espuma (Fatnotronic & Emmo remix)

4. Nem luxo nem lixo (Reboot remix)

5. Tabitati (Renato Ratier feat. Tqt remix)

6. Shangrilá (Elekfantz remix)

7. Lança perfume ( Alex Boman remix)

8. Saúde (Dee:vision remix)

9. Agora é moda (Cobblestone jazz remix)

10. Mania de você (Gutti feat. Sarks remix)

11. Chega mais (Diogo Accioly e Nuven remix)

12. Doce vampiro (Kolombo rework)

13. Caso sério (L_cio & Tessuto remix)

14. Lança perfume (Filhos do Rock remix)

15. Corre-corre (Ney Faustini remix)

16. Atlântida (Alex Justino remix)

17. Vítima (Morganna remix)

Vale lembrar que lá no inicio da década de 90, diversas canções pop ou românticas foram transformadas em musicas dançantes. Exemplos: -  Please don´t go - Double You (versão original do KC & The Sunshine band), Nothing Compares 2 U do Chyp-Notic (versão original da Sinead O'Connor ) Ride Like the Wind do Another Class (versão original do Christopher Cross),  Baker Street do Undercover (versão original de Gerry Rafferty), Aways on my mind do Pet Shop Boys (versão original do Elvis Presley), Alive & Kicking do East side Beat (versão original do Simple Minds), Smells Like Teen Spirit da Abigail (versão original da banda Nirvana), ... entre outros.

Agora em 2020/2021 (30 anos depois), o dance parece repetir o caminho ao contrário. Isto é, não em direção a música romântica, mas misturado com o conceito melódico e contemplativo das canções feitas para o ambiente de lounge. Porém, é fundamental perceber que amanhã a vibe dançante poderá ser completamente diferente. E o recurso do remix possibilita novas interpretações para acompanhar a metamorfose do tempo.

As três compilações estão a venda nas plataformas digitais. Divirta-se!

sábado, 19 de junho de 2021

Metrô – Olhar (álbum + remix (edição comemorativa – Item de colecionador)

 Capa/edição comemorativa

A equipe do Brasilremixes gosta de fazer resenhas de singles, porém em alguns casos especiais, também falamos sobre coletâneas,  álbuns ou edições comemorativas como na postagem de hoje com a banda Metrô

Banda Metrô em 1985

Se existem duas canções que se encaixariam na expressão “longínqua disco music sussurrada”, com certeza as melodias de Beat Acelerado e Tudo pode mudar estariam nessa lista. Era uma vez o Brasil da década de 80. Um pouco inocente e distante do mundo, mas nem tanto. Muita informação, muitas novidades, muito sol, muita música, as praias quase lotadas e as emissoras de rádio tocando as melhores canções nacionais e internacionais da melhor qualidade. Quer dizer..... quase tudo, enfim.

Em termos de festa, o Brasil conhecia o carnaval e alguns movimentos populares, comunitários e regionalistas. Mas, aos poucos, o cenário festivo tupiniquim aumentava as possibilidades e abraçava novas propostas musicais.

Brasil interior

Nesse movimento, meio pop, meio rock, meio new wave, a inquieta cena musical e cultural brasileira se adaptava, se equilibrava e sobrevivia da forma que era possível. Em termos de grande alcance, quem levava vantagem eram as emissoras TV. Localizadas em sua maioria, no estado de São Paulo ou no Rio de Janeiro, as emissoras de TV – dadas às proporções – seguiam interesses $$$$ e ditavam as regras musicais e o sucesso no Brasil. Coisas do tipo: - Se aparecia na TV era bom.

A visão comercial se tornava interessante para os negócios, mas alienava a população inteira e doutrinava a sociedade com a falsa ideia de que - se fosse sucesso no Rio de Janeiro ou em São Paulo, com certeza era sucesso ou seria sucesso em todo o Brasil. Porém, na verdade, estudiosos afirmam que não era bem assim que funcionava a história. Ou seja, parte do Brasil (apático / preguiçoso / doutrinado e subserviente) a programação televisiva, ficava esperando qual seria a próxima moda ditada por São Paulo ou Rio de Janeiro. Por esse motivo, pouco criava ou pouco se desenvolvia musicalmente, de forma democrática em TODO o país. Diante desse cenário, a outra parte do Brasil se sentia reduzida, silenciada e minimizada pelo fato de não estar em São Paulo ou Rio de Janeiro que era vendido no Brasil como o “centro do sucesso nacional”, para ser ouvido - aplaudido e respeitado.

Brasil exterior

O pensamento voltado para São Paulo e Rio de Janeiro era/é tão forte que, até hoje, grande parte da mídia e dos turistas estrangeiros acredita que o Brasil  é igual a São Paulo ou Rio de Janeiro.  Que TODOS os brasileiros jogam bola, que TODOS os brasileiros brincam no carnaval, que TODOS os brasileiros moram em cidades litorâneas, que TODOS os brasileiros conhecem a Amazônia, que todos os brasileiros dançam Funk, etc e tal. Sociólogos argumentam que essa situação ocorre por pura preguiça de compreender a realidade dos fatos. E, na década de 80 a situação não era diferente. Os artistas internacionais que se apresentavam no Rio de janeiro e São Paulo, diziam que se apresentaram no Brasil. Mal sabiam ou tinham a real percepção de que na verdade, o show não foi para o Brasil. O show foi para o ESTADO do Rio de Janeiro, ou para ESTADO de São Paulo, apenas.                      

BEAT ACELERADO

Se de um lado existia uma pujante cena musical, do outro, estávamos diante de um mercado afetado pela falta de informação e percepção da realidade. Então, em 1984, a gravadora Epic (atual Sony) lançou um disco compacto 7” e ao mesmo tempo distribuiu para emissoras de rádio um single promocional 12”, de uma canção chamada Beat Acelerado – da promissora e até então desconhecida banda Metrô. Com o sucesso comercial da música, no ano seguinte (1985), foi lançado em todo o Brasil, o álbum Olhar, contendo outras canções que também se tornariam sucessos como Johnny love, Tudo pode mudar, Sândalo de Dândi  e a (ótima!!!) versão bossa nova para a canção Beat Acelerado versão II....., que já era conhecida do público.

Metrô em 1985

Origens... 

A banda se reuniu em 1978 com o nome de “A gota suspensa”, mas somente em 1984 se transformou em Metrô com a participação de Virginie Boutaud nos vocais, Dany Roland na bateria e percussão,  Alec Haiat na guitarra, Yann Laouenan no teclado e Xavier Leblanc no baixo. De acordo com integrantes do grupo, o nome “Metrô” vem da palavra “metropolitanos”.

Traçando uma linha do tempo entre as décadas de 80 e 2000, podemos identificar a existência de um pensamento social de mundo “globalizado”. Óbvio, muitos diriam! Mas essa percepção não é, e, não era tão óbvia em toda a sociedade brasileira regrada, ora pelo sentimento bairrista e outrora pela simplicidade de nascer/crescer/se reproduzir e morrer, apenas.

Um detalhe interessante entre o vinil compacto e o single vinil promocional da canção Beat acelerado, é que o compacto possui o tamanho de 7” e na capa está escrito o nome da canção no roda pé. Já, o single possui o tamanho de 12” e não aparece o nome da canção escrita na capa, como você pode ver nas imagens seguintes.

Imagem do compacto 7” vendido no mercado com as canções: Beat acelerado e Sândalo de Dandi

Capa compacto
Contracapa

Imagem do single promocional 12” distribuído para emissoras rádio com a canção Beat acelerado. 

Capa promocional single

Contracapa 

TiTiTi

Imagem do single promocional 12' c/ adesivo

Naquela ocasião, a banda Metrô também foi responsável por outra grande música de sucesso chamada TITITI. Originalmente composta pela cantora Rita Lee, a canção só foi incluída oficialmente no álbum Olhar, numa outra edição do disco lançada em 1986, e, em CD, em 1995. Quem quisesse ouvir a música no tempo real em 1985, tinha duas opções. Uma delas era adquirir a trilha sonora da novela TITITI da rede globo, ao qual a música foi tema de abertura. E, a outra opção, era adquirir a coletânea Dance-Mix Vol. 1, que trazia a música TITITI em versão remix, a qual já foi postada pelo blog. Para rever clique aqui.

Na imagem seguinte podemos ver a capa e a contracapa do compacto 7" da música TITITI acompanhada da canção Tudo pode mudar.

Capa

Contracapa

Aqui podemos visualizar a capa do disco da trilha sonora nacional novela Tititi.


Outro detalhe engraçado nessa história, engraçado, para não dizer estranho - no conturbado mercado musical brasileiro - se refere ao fato de que um dos principais sucessos da banda, que era a canção Beat acelerado, não foi incluída no álbum original (???). Ficando "solta" em coletâneas musicais diversas que foram lançadas pela gravadora na época. Ok, certo, a música aparece no álbum numa ótima versão diferente com pífios 1:12 segundos (!!!????). Legal por um lado, mas desrespeitava os fãs que também buscavam a versão original, já lançada em compacto simples em 1984.

Não há muito o que acrescentar no trabalho feito pela banda - além de tudo o que já foi divulgado em dezenas de sites pela internet. É possível compreender que o conceito musical da banda Metrô tinha uma proposta melódica inocente e despretensiosa, se comparada com outros grupos musicais brasileiros, que transitavam pelo pop rock naquela época. Essa característica é positiva, pois garante autenticidade e originalidade ao trabalho musical do grupo, que não caiu no padrão pop rock "rebelde holofote" de outras bandas. 

A equipe do blog lamenta, a perda de oportunidade naquela ocasião, pois infelizmente não foram (e deveriam ter sido!!!!) produzidos remixes ao estilo anos 80, para as canções Beat Acelerado e Tudo pode Mudar. Entretanto, para a alegria dos fãs e de colecionadores, em 2016, o álbum Olhar foi relançado com faixas bônus e ganhou um CD adicional, que inclui uma versão remix atualizada que foi produzida pelo Dj Zé Pedro para música Beat acelerado, algumas versões demos + versões ao vivo de alguns sucessos da banda. 

 

Capa

Contracapa

Encarte  1 

Encarte  2

Encarte 3

Encarte 4

Encarte 5

Encarte 6

Encarte 7

Encarte 8

Encarte 9

Encarte 10

CD 1

CD 2

Na imagem seguinte podemos ver a capa do álbum Olhar lançado em Cd em 1995.


A edição em vinil lançada em 1985 possui encarte. A equipe do blog conseguiu imagem da contracapa autografada pela banda. 

Capa

Contracapa autografada


Encarte promocional - frente/verso

* O álbum foi produzido por Luis Carlos Maluly e Alexandre Agra.

** Também é importante registrar que a música "Johnny Love" entrou na trilha sonora do filme nacional chamado Rock Estrela.

*** Quem deseja mais informações sobre a banda, basta acessar https://www.metrobr.com/

**** Agradecimento especial ao Dj Everton por ter fornecido algumas imagens que ilustraram a postagem de hoje. 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Lulu Santos - Toda forma de amor remix (Single promocional)

Capa

Pra começar a polêmica, vamos com um pouco de história.....

Segundo pesquisadores, o Funk é um gênero musical que se originou em comunidades afro-americanas na década de 60. Ou seja, artistas afro-americanos criaram uma nova forma de música rítmica e dançante através da mistura de soul, jazz e rhythm and blues. O Funk retira a ênfase da melodia e da harmonia e traz um groove rítmico forte de baixo elétrico e bateria no fundo. Portanto, o autêntico Funk é um estilo musical americano de sucesso entre a galera afro-americana (rica ou pobre) lá nos Estados Unidos, na década de 60/70/80. Ponto.

Enquanto isso, aqui no lado sul da América, a equipe do Brasilemixes juntou o quebra-cabeça de influências e influenciados no Brasil, para explicar o que aconteceu.....

Naquele tempo, parte da galera afro-brasileira (pobre e deslumbrada), sem perceber ou questionar, se tornou alvo fácil das informações de realidade social distorcida ou super projetadas (ao bel prazer) pela mídia/publicidade brasileira ao longo dos anos, a respeito de tudo o que acontecia nos EUA.

Logo...

Não apenas o pessoal afro-brasileiro como também quase toda sociedade tupiniquim, educacionalmente frágil e induzida pelo gosto musical e o interesse de alguns brasileiros deslumbrados, que atuavam na linha de frente da mídia com um discurso pró Estados Unidos, acabaram sendo altamente influenciados pelo estilo americano de “ser e viver”.

Afinal...

Os americanos eram vendidos como algo maravilhoso para ser copiado/imitado e reproduzido em sua íntegra. Dessa forma, grande parte da sociedade carioca ingênua, embarcou nessa ideia deslumbrada de vida americana, e era quase natural que pessoas com baixa instrução e noção da realidade, (Incluindo Djs e músicos) adotassem/seguissem/incorporassem de acordo com sua interpretação particular de mundo, o estilo musical do Funk americano com ares de endeusamento.

Imagem ilustrativa/ reprodução

Pausa para se recuperar do puxão de orelha, ao qual a sociedade se meteu....

Ao mesmo tempo, se faz necessário registrar o fato de que a comunidade afro-brasileira, diluída e separada criminosamente de suas crenças, de seus costumes e de seus ancestrais, pela escravidão; também estava à procura desesperada por representatividade ou ritmos musicais que tivessem ligados e fossem simpáticos com seu interesse de mundo particular. “Sou preto, quero música de preto”. “Sou branco, quero música de branco”. Sou rico, quero música de rico”. “Sou pobre, quero música de pobre” e bla-blá-blá. No Brasil essa representatividade foi alcançada pela criação e desenvolvimento de ritmos como o Samba e o Pagode, por exemplo. Nos Estados Unidos, entre vários estilos podemos citar o Soul, o Rhythm and blues, o Funk, o Jazz, o RAP, Hip Hop....

É necessário lembrar que, ao incorporar o Funk americano na cultura tupiniquim paulista e carioca (sim, foi apenas nesses dois estados do Brasil inteiro, que o Funk americano chamou a atenção do público e se propagou), a galera afro-brasileira já tinha uma ótima representatividade musical através do Samba e do Pagode. Porémmmmmmmmm, dadas às proporções, tanto o Samba quanto o Pagode NÃO tinham o GLAMOUR musical e social no Brasil com que parte da galera afrodescendente deslumbrada e marginalizada de forma injusta, pudesse se orgulhar/ostentar. Claro! As pessoas eram doutrinadas com a ideia de que tudo o que fosse de fora do Brasil era melhor....

Ou seja, mesmo que o Samba e o Pagode possuíssem uma riqueza sonora fantástica, ambos os estilos eram por vezes menosprezados e condicionados como referências musicais da galera pobrezinha, coitadinha, regionalista, periférica e trabalhadora. Logo, psicologicamente falando, muitas pessoas não gostam de ser tratadas como pobres, coitadas, regionais, periféricas e trabalhadoras.

Percebendo ou não, o Brasil sempre foi confuso em definir sua cultura e seus direcionamentos. As pessoas (sem educação esclarecedora de passado-presente-futuro, quem eu sou, o que devo fazer e onde tenho que chegar) misturaram solenemente, alhos com bugalhos. O resultado de toda essa confusão se impregnou na classe social e financeira e acabou se metendo no gosto musical particular das pessoas. Um verdadeiro INFERNO!!!!!

Tem público que gosta de algumas musicas por causa da moda. Outras pessoas gostam pela representatividade. Outras pelo glamour social, pela melodia, pela ostentação, pela fama do artista, pela composição, pela vantagem, pela publicidade, pela vibração, para se sentirem modernas, atualizadas, queridas enfim....uma confusão dos diabos. São poucas as pessoas que gostam de música por si só. A maior parte dos consumidores segue seus interesses e influências particulares. Lamentável.

Funk Carioca (...um dia qualquer)

Em um cenário socialmente/educacionalmente confuso, o Funk foi sendo incorporado junto a cultura popular dos guetos no Rio de Janeiro. Em determinado momento foi apelidado de “Funk carioca” e se estabeleceu por ser um estilo influenciado pelo Funk americano. Tipo assim:

- O funk americano é legal? Sim! Então vamos aproveitar essa ideia musical americana e vamos fazer um estilo musical igual, aqui no Brasil.

- Como vamos chamar?

Ahhhh diga que é Funk, tipo Funk americano. Ninguém vai entender nada o mesmo. Diga que é Funk.

-  Mas esse Funk não é bemmmmmmmm igual ao Funk Americano?

- Eu sei, nós somos pobres, não temos instrumentos musicais como os americanos, mas vamos fazer com aquilo que temos e vamos chamar de Funk!

- Certo! Funk ou Miami bass?

- Ahhhhh diga que é Funk! É tudo Funk! Pronto! Quem não tá satisfeito que dê aula de música de graça e instrumentos musicais de graça pra nós. Como isso não vai acontecer, vamos dizer que é tudo Funk.

O remix

Capa

Aproveitando um sabor musical diferente daquele que havia no mercado e observando o comportamento da periferia, guetos, comunidades (favelas) cariocas e afins, entra em cena o cantor Lulu Santos. 

Naquele momento, o Funk carioca já agitava a periferia do Rio de Janeiro e o cantor Lulu Santos (ligado com o que se passava ao eu redor), achou oportuno remixar uma canção utilizando referências melódicas do tal “Funk carioca”. E dessa forma, surgiu o remix para a música Toda forma de amor, com produção do Dj Memê.

Contracapa

O single lançado em 1995 pela gravadora BMG, apresenta duas versões (editada e normal) que receberam o nome de Funk you mix. A canção possui a participação especial de MC William e Duda Mc cantando “Rap do Lu”. O detalhe do nome do remix é um trocadilho de palavras Funk (ritmo musical) e fuck you (expressão inglesa que possui várias interpretações de cunho ofensivo). O seja, “fuck you” pode significar “dane-se” ou foda-se” e possui conotação com a letra da música, apenas.

CD

Confusão social e jogo de cena

Por falta de dados concretos, uma PARTE da mídia e da sociedade entre São Paulo e Rio De Janeiro (que não consegue enxergar além do próprio umbigo)  imagina, acredita e propaga que o Funk carioca seja um sucesso nacional. Isso NÃO é verdade!

O funk carioca faz sucesso no Rio, em Sampa e em algumas capitais do Brasil, apenas. Fora esses lugares determinados ou guetos, mesmo que o funk esteja fazendo sucesso e mesmo que as musicas sejam distribuídas de graça, o funk NÃO toca em todas as rádios brasileiras, o funk NÃO agita todos os clubes brasileiros, o estilo de vida dos cantores de funk NÃO caiu no gosto do público e o funk NÃO é um produto de consumo nacional. Essa constatação, também se projeta com a música sertaneja, a música regionalista, o axé, entre outros.

Falsa ideia de sucesso...

O pensamento confuso e sensacionalista de que “se for sucesso em São Paulo ou Rio de Janeiro é sucesso em todo o Brasil” é uma falácia publicitária. É falso. É um absurdo comunicativo vagabundo, conveniente e simplório, que foi proferido por pessoas que atuavam na mídia através dos anos, sem que alguém desse “um peitaço” e colocasse a ordem dos fatos no seu devido lugar. Então, a verdade conveniente misturada com a falta de percepção da realidade, as pessoas se acostumaram com a crença simplória de que se for sucesso no Rio ou em Sampa, é sucesso em todo o Brasil.

A narrativa de “sucesso em todo o Brasil” é prejudicial aos músicos, pois cria uma fantasia imaginária, que não se reflete nas vendas e acaba superficializando a carreira do artista. Isto é, o artista ostenta um sucesso ilusório que é apenas parcial ou localizado. O qual não existe, nunca existiu e nunca venha existir em sua totalidade.

* A versão remix deste single foi incluída na coletânea de remixes do Cantor Lulu Santos, lançada em 1995, e já foi postada pelo blog. Para rever, clique aqui.

** Ainda é possível comprar o single remix em lojas que vendem artigos musicais pela internet.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Drumagick - Checkmate! (CD álbum)


Em 2005 chegou ao mercado musical o segundo álbum da dupla Drumagick. O trabalho recebeu o nome de Checkmate!, e foi lançado pela gravadora Sony Music. A concepção melódica dos irmãos
Guilherme Lopes e JrDeep (djs e produtores que formam o Drumagick) respira a sonoridade eletrônica do Drum n´ bass, do início ao fim.

Imagem reprodução

A equipe do blog observa que um grande problema de alguns subgêneros da música eletrônica no mundo inteiro, se deve o fato das limitações melódicas de criatividade, inovação e combinação musical feita por seus representantes. Ou seja, falta de criatividade por seguir a fórmula melódica básica do mercado, pensando que o público consumidor se contenta com repetições, ou é movido pelo sentido óbvio de se fazer música. A falta de inovação se refere ao propósito de construir um álbum completo, sem utilizar estruturas musicais diferentes no arranjo melódico das canções. Por fim, a falta de combinação musical com instrumentos musicais clássicos ou alternativos. Isto é, quando a sonoridade cai na repetição e não explora novos caminhos para o mesmo estilo.

Encarte 1

Encarte 2

As canções do álbum Checkmate apresentadas pelo Drumagick que flertam com o samba rock e nuances jazzísticas, são interessantes até aqui, e a dupla de produtores já conquistou o seu lugar ao sol. Entretanto, passado o momento de felicidade, é preciso continuar trilhando horizontes musicais mais diversificados. Isso faz com que o artista não caia no balaio da repetição, tanto quanto outros ótimos artistas assim o fizeram e acabaram sepultando suas carreiras. Portanto, é bom que o Drum n´ bass respeite suas raízes, mas ao mesmo tempo, é fundamental que o estilo contemple novas perspectivas.

Contracapa

O álbum possui as seguintes faixas:

  • 1- Intro (A Jazz Experiment) 2:09
  • 2- F73 4:39
  • 3- Can U Dig It 5:57
  • 4- Sambarock 3:55
  • 5- Malandragem 5:04
  • 6- Esquina Firmeza) 5:38
  • 7- Checkmate! 5:18
  • 8- Party 5:38
  • 9- Atraso 4:47
  • 10- Classe A  4:50
  • 11- Parah 4:55
  • 12- Ragga Style (Break Beat Mix) 5:05
  • 13- Fechamento (After Class Mix) 5:20 

O álbum originou o lançamento de um single 12” promocional que apresenta as canções Can U Dig It e Checkmate!, e que você pode conferir nas imagens seguintes.

LADO A

LADO B


* Não há registro que o álbum tenha sido lançado em vinil.