quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ive Mendes (IVE) - Hanime (single promocional)

Capa 

A cantora Ive Mendes, que também é carinhosamente chamada de “Ive”,  poderia fazer parte da lista de talentos brasileiros que o Brasil desconhece.  Estávamos em 1998 e a gravadora BMG distribuiu promocionalmente o single da canção “Hanime”. A música foi incluída na trilha sonora da novela Corpo Dourado que era transmitida pela rede Globo de TV.
Contracapa

A falta de desenvolvimento e independência musical do público brasileiro, de certa forma contribuiu para que a cantora Ive Mendes fosse ignorada pelo show business tupiniquim. Entretanto, o talento da artista foi bem reconhecido e valorizado no mercado externo e a cantora faz mais sucesso em outros países do que em sua própria terra natal.  Ive Mendes nasceu em Goiânia e canta em português e em inglês. Seu último álbum de estúdio, chamado “Magnetism” – lançado em 2010, recebeu disco de ouro e disco de platina duplo no mercado internacional.  Atualmente, a equipe de músicos responsáveis pela produção musical da cantora é de primeira linha. Há profissionais que já atuaram com grandes artistas como Sade, Simply Red, Massive Attack, Tina Turner, Seal, Shakira, M People, Eurythmics, George Benson entre outros.
Ive Mendes / imagem reprodução

O single de hoje apresenta a canção “Hanime” na versão original e quatro remixes produzidos por Rodrigo Ferraz e Hitmakers. O conceito melódico apresentado nos remixes possui o sample de bateria da música “Sadeness” do Enigma e uma vibração suave com influências do “Downtempo”, que é ideal para relaxar em ambientes destinados ao Lounge e Chill out.

Este single possui as seguintes faixas:

2 - Hanime – versão Extended remix 6´15
3 - Hanime – versão Radio Edit 3´35
4 - Hanime – versão Age  mix 4´43
5 - Hanime – versão Cool mix 4´40

CD 

* Não há informação que este single tenha sido lançado em vinil 12”

**Quem quiser saber mais informações sobre a cantora, basta clicar em sua página pessoal no link: http://www.ivemendes.com

O desastre musical brasileiro e a ostentação daquilo que não merece  ser glorificado ....

Para quem não sabe nada e está satisfeito com migalhas, não há diferença nenhuma. Afinal, nunca pensou além do próprio umbigo e se lambuza em meio a mediocridade e a repetição musical de fórmulas mofadas. Para esse tipo de pessoa, falar em “Desastre musical brasileiro” pode parecer tão surpreendente quanto ouvir a medicina afirmar que a maconha possui efeitos benéficos para o tratamento de determinadas doenças.

No final da década de noventa (época de lançamento do single da postagem de hoje), estávamos num período em que as rádios populares sintonizadas no dial de AM faziam o seu trabalho muito bem e as emissoras de rádio FM atendiam outro tipo de público, com uma programação mais sofisticada e vibrante - com tudo o que havia de melhor na musicalidade brasileira e mundial.

Porém, não satisfeitos com o sucesso obtido nas emissoras de rádio AM, aos poucos, muitos diretores e radialistas do seguimento popular se transformaram em locutores de emissoras de FM. Por outro lado, os profissionais que já atuavam em FM, ignoraram o desenvolvimento musical adquirido por parte da população e baixaram o nível dos estilos musicais, para roubar e competir com a audiência alcançada pelas rádios AM. 

- Sabe aquela história  imbecil que diz: 
 "A grama do vizinho é mais reluzente que a sua"? 
- Pois é. Essa parte da história possui um significado parecido com esse texto. Ou seja, a rádio dos outros é melhor que a sua!!!  

O resultado dessa situação foi um desastre musical para parte do público desenvolvido, que perdeu referências e acabou sozinho em meio ao caldeirão de popularidade momentânea. As classes sociais mais pobres não ficaram ricas, elas apenas transferiram seu gosto popular para outras frequências. Só isso! Até porque, riqueza ou pobreza não são sinônimos de desenvolvimento musical. 

A desigualdade e a confusão cultural das pessoas se tornou fato consumado. O sucesso gradual foi substituído pelo sucesso imediato e passageiro. Artistas foram lançados com prazo de validade vencido. Independente de critérios musicais, conseguir o maior número de pessoas voltadas para um determinado estilo, se tornou regra da vez. O que antes era percebido de forma sutil, em pouco tempo, passou a ser visto de forma explícita. A geração de consumidores musicais tinha mudado. Pessoas que já estavam avançadas tiveram que tolerar e esperar as pessoas que ainda estavam em processo de amadurecimento musical. Não havia mais unidade e o bom gosto foi chutado pro escanteio.

O feeling musical envelheceu e não era importante para os reguladores da cultura, que estavam de olho na lucratividade fácil. A confusão estava no ar. O que era para ser uma grande canção – não dava em nada. E o que era para ser uma canção de nada – fazia um enorme sucesso! Era música popular tocando com música conceitual e sofisticada e vice-versa. Artistas de quinto escalão foram equiparados no mesmo nível dos artistas de alto conceito. Era todo mundo moderno e todo mundo jeca ao mesmo tempo. Havia canções jovens e festivas misturadas com melodias confusas, libidinosas e descartáveis. Também havia musicas de protesto com melodias de clamor religioso e ostentação. O joio acabou se misturado com o trigo e cada vez mais as pessoas tinham que acionar o filtro musical, para não caírem na vala comum da piedade. Artistas e cantores de talento duvidoso começaram a gritar e justificar seu trabalho com expressões do tipo: 

-  “Eu tive uma vida difícil então me dá uma chance para cantar e fazer sucesso!”

Todo o brasileiro, praticamente, teve ou tem uma vida difícil, mas não significa que essa situação seja uma justificativa para se tornar um artista e ser glorificado! Não houve simplesmente a ascensão da música popular. A popularização foi crescendo e era sustentada pela mediocridade de muitos artistas de conhecimento e interesse musical limitado, que conquistaram para si o gosto popular – que também já era limitado e sem o mínimo interesse de se desenvolver. Esse sistema acabou ditando parte das regras da música pop brasileira entre outros fatores. Afinal, no Brasil – independente de graduação universitária – a maior parte da população não possui um desenvolvimento musical “nato”, pois a música ainda é vista em segundo, terceiro, quarto plano...etc.

Enquanto que a musicalidade internacional continuava trilhando o seu caminho com diversidade, sucesso e aprimoramento melódico; a música pop brasileira apelava para interesses populares confusos de pessoas que mantinham um estilo de vida simplório com bases no conceito: “Nascer, crescer, reproduzir e morrer. Tudo recheado com muitas doses de saudade do interior, saudade do passado, de ostentação e de apelo sexual.

"Ostentação daquilo que não merece louvor"

Dizem os sociólogos, que em grande parte do Brasil, muitas pessoas tentam ostentar algo que não merece “louvor” para ser ostentado. Em resumo, uma parte da sociedade vive em meio a confusão educacional de interpretações e sentidos. É como parte do povo da região sul do país, que possui alguns tradicionalistas que lutaram no século XVIII contra a corte portuguesa e perderam a guerra. Mesmo assim, os discípulos dos tradicionalistas sustentam que são intocáveis e fingem que não perderam a disputa. Essa atitude serve para mascarar sua incapacidade em admitir a derrota e ao mesmo tempo enaltece o ego pessoal dos tradicionalistas, que ficam ostentando e incutindo no povo uma glorificação que não existe!

O Brasil tem vivido um momento musical assustador e inconsequente. Muitas pessoas ostentam sua pobreza para justificar e camuflar a falta de dignidade. ("Eu sou pobre e está tudo bem") Ao agirem com esse pensamento – sem o amparo financeiro e sem interesse em desenvolvimento – se tornam convenientes com a situação e acabam sustentando um orgulho musical simplório e equivocado. Por fim, sem a certeza do que representam e para onde devem chegar, cultivam uma vaidade bairrista repleta de limitações e obviedades. É como se todo o desenvolvimento musical das pessoas se resumisse num conhecimento raso e no orgulho de fazer música com uma caixinha de fósforo.

A equipe do blog aproveitou a postagem de hoje para tocar nesse assunto, porque as coisas acontecem no Brasil e ninguém fala nada. Não se envolve com nada, não tem opinião pra nada e nunca sabe de nada. Parece que o público é catequizado para camuflar uma realidade de que tudo é normal. Porém, a situação descrita no texto não é normal para qualquer povo que deseja ser alguma coisa no mundo. 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Bebel Gilberto - Tanto Tempo remixes

Capa

No ano passado, a equipe do blog e o público tiveram a oportunidade de testemunhar momentos interessantes na área musical voltada para os remixes brasileiros.  Não foi tão bom quanto nós gostaríamos que fosse, porém conseguimos apreciar algumas canções dançantes que indicam que muita coisa boa está vindo por ai.

Um dos principais entraves do seguimento musical é a logística de distribuição das canções, que deve trabalhar voltada para que os remixes cheguem ao grande público e não apenas para alguns djs e alguns programas de rádio.

Porém, enquanto as novas tecnologias vão substituindo gradativamente o passado, juntamente com as pessoas doutrinadas por um tempo que se foi, a equipe do blog e os internautas do Brasileremixes desejam que o ano de 2015 seja muito empolgante e repleto de remixes legais, para agitar o festerê da galera. Afinal, música boa para ser remixada não falta! Então mãos a obra que a festa não pode parar!
Bebel Gilberto / imagem reprodução

Na primeira postagem de 2015 relembramos a compilação Tanto Tempo remixes, da cantora Bebel Gilberto.

Nem tanto parado e nem muito dançante. Essa foi proposta dos remixes lançados em 2001 pela gravadora Ziriguibum. Ou seja, a estética utilizada corresponde ao estilo musical da Bossa Nova, Nu Bossa, MPB e os conceitos musicais sofisticados e contemplativos do lounge e chill out.
 
Encarte

Um detalhe importante é o time de produtores que teve a responsabilidade de fazer uma leve remexida nas canções. Escolhidos a dedo, quase todos os remixers possuem trabalhos autorais e um currículo musical extenso, que passa por diversos cantores e cantoras que atuam na cena internacional.

A coletânea de remixes reúne algumas canções da artista que foram originalmente apresentadas no álbum Tanto Tempo – lançado em 2000. De forma geral, os remixes foram produzidos na época em que o estilo musical “Downtempo”, que faz parte do conceito de lounge e chill out, estava em evidência no mundo. Além do desenvolvimento melódico das pessoas, a estética musical contemplativa também foi impulsionada devido ao sucesso comercial de coleções musicais editadas por Café Del Mar e Buddha Bar, como também  por centenas de outros títulos, que levam o nome de hotéis, bares, cafés e restaurantes.
Detalhe do encarte
Contracapa

Poucos brasileiros são aceitos no disputado mercado internacional. Apesar de Bebel Gilberto ter nascido em Nova Iorque, além de concorrer diretamente com o trabalho artístico de vários cantores do “top musical” no planeta, Bebel é uma das maiores representantes atuais da musicalidade pop contemporânea adulta brasileira, fora do país. 

Provocação! 

OK, outros artistas brazucas também fazem sucesso no exterior!! ....Certo, certo, mas o estilo musical deles é considerado folclórico, tribal, exótico e baseado na musicalidade de um tempo que passou!  Carmen Miranda, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Djavan, Chico Buarque, Cazuza, Tom Jobim, etc, etc, são ótimos artistas. Porém é tudo do século passado!  É importante perceber que a compilação Tanto Tempo remixes, foi organizada para comemorar os mais de 2,5 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro do álbum Tanto Tempo.

Este trabalho contém os seguintes remixes:

1. Bananeira (Remixado por Rae & Christian) 4´50
2. Sem Contenção (Remixado por Trüby Trio)  6´40
3. August Day Song (Remixado por Chateau Flight)  4´40
4. Tanto Tempo (Remixado por  Peter Kruder)  5´35
5. Mais Feliz (Remixado por  Monoaural)  4´37
6. So Nice (Summer Samba) (Remixado por  Mario Caldato Jr.)  4´38
7. Alguém (Remixado por  Ananda Project)  5´58
8. Sem Contenção (Remixado por  Sin Plomo)  3´42
9. Close Your Eyes (Remixado por  Faze Action)  6´01
10. August Day Song (Remixado por  Da Lata)  5´09
11. Tanto Tempo (Remixado por  Chari Chari)  7´16
12. Samba da Benção (Remixado por  4hero)  6´14
13. August Day Song (Remixado por  King Britt) 4´07

CD

* Diversos remixes foram editados separadamente em vários países no formato de vinil 12” e em CD single promocional e comercial. Outros remixes também foram incluídos na trilha sonora de diversas compilações musicais internacionais.

** Não há registro que esta coletânea tenha sido lançada no Brasil em vinil.

*** Este álbum de remixes também foi lançado no formato digipack. 

domingo, 21 de dezembro de 2014

Festa Mix vários + remix - Coletânea

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Festa Mix é nome da compilação que apresenta diversas canções brasileiras e alguns remixes voltados para o público que gosta do estilo pop e pop comercial sem surpresas. Lançado pela gravadora Som Livre em 2001, a coletânea é uma ótima alternativa para fãs, colecionadores e público brasileiro ter acesso aos remixes promocionais que foram distribuídos pelas gravadoras de forma limitada para algumas emissoras de rádio, TV e para alguns djs, apenas.

Encarte 1
Detalhe
Encarte 2

A compilação destaca o trabalho de artistas conhecidos e também de novos talentos nacionais. Entretanto nem todas as canções foram remixadas. O Destaque vai para Rita Lee e o remix produzido por Alexandre Tausz, Fernanda Abreu e Luciana Mello com remixes produzidos pelo DJ Memê, Jorge Vercilo e SNZ com remixes produzidos por Paulo Jeveaux (G-vô) e Fat Family com remix editado por Hitmakers.

Esta coletânea apresenta as seguintes faixas:

1- Luciana Mello - Assim que se faz (remix)
2- SNZ - Nothings gonna change my love for you (eletro g-vo mix)
3- Fernanda Abreu - Paisagem de amor (Memê´s extended love mix)
4- Rita Lee - Saude (Tausz disco mix)
5- Djavan - Eu te devoro (remix)
6- Jorge Vercilo - Em orbita (G-vô mix)

7- Afroreggae - Me espere (radio mix)
Análise: Apenas versão original

8- Mr jam - Ninguém pode
Análise: Apenas versão original

9- Fat Family - Madrugada (Hitmakers “B” radio)
10- Ivete Sangalo - A lua que eu te dei (The groove radio mix)

11- Gem - De repente Califórnia
Análise: Apenas versão original

12- Bukassa - Coleção
Análise: Apenas versão original

13- Miryan Martin - Fora do ar
Análise: Apenas versão original

14- Zero 2 - Luciana toda dura
Análise: Apenas versão original


CD

Contracapa

* Não há informação que este trabalho tenha sido lançado em vinil.

** Algumas canções incluídas nesta coletânea foram distribuídas em singles individuais.

*** A compilação possui todas as faixas mixadas, ou seja sem intervalos entre as canções.

**** A música Me espere (radio mix) do Afroreggae não é um remix, mas apenas uma versão editada para tocar em programas de rádio e que foi chamada de “radio mix”. 

sábado, 13 de dezembro de 2014

Fernanda Abreu - Sla Radical Dance Disco Club remix (single promocional)

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A letra da canção Sla Radical Dance Disco Club da cantora Fernanda Abreu, é do tempo em que as pessoas curtiam e se divertiam na noite. Bem como, suas qualidades, seu glamour, suas inquietações, seu prestígio e a malevolência de festas, que ocorriam até o sol raiar em clubes que celebravam o clima de uma longínqua disco music sussurrada.
Contracapa

Lançado promocionalmente em 1990, o single vinil 12" tinha o objetivo de promover o álbum, que levava o mesmo nome da canção e que também foi lançado no mesmo ano pela gravadora EMI-Odeon. Ao todo, foram distribuídos três singles para promover, de norte ao sul Brasil, o álbum da artista. São as musicas: - Sla Radical Dance Disco Club, Kamikazes do Amor e À Noite, ambos já postados pelo blog! Fernanda Abreu era ex-integrante da banda Blitz e estava iniciando uma carreira musical de sucesso.

A letra da canção e a estrutura melódica apresenta participações interessantes de Herbert Vianna (vocalista do grupo Paralamas do Sucesso) e do cantor Leoni (ex - Kid Abelha e o abóboras selvagens). O single destaca a versão original + o remix produzido pelo DJ Irai Campos (Sla Radical Dance Disco Club Remix) e + a canção Disco Club 2 (melô do radical) que também aparece no álbum da cantora.

O remix?

O remix é vergonhoso e fraco. Aliás, sinceramente falando, a equipe do blog não entende o que se passa na cabeça de alguns djs. A classe artística e o pessoal que trabalhava nas gravadoras - tudo bem! São pessoas que não sabiam de nada da vida noturna e nem sabem de nada a respeito do conceito do remix - então vamos dar um desconto. Mas os Djs???!!! Cara, pensa bem, você tem uma bela canção nas mãos e apresenta um remix insignificante com pífios 3´49min???! 

Fiasco total para o remix de uma música, que tinha tudo a ver com festas, agitos e baladas, mas acabou morrendo na praia por falta de atenção! Lamentável! O tempo da música é tão pequeno, que não dá nem para se levantar do banco e caminhar pra pista de dança que a melodia já acabou! Fazer um remix apenas para tocar no rádio é o mesmo que fazer um remix ignorando o povo do festerê. É importante saber que o público festeiro - além de sustentar a vida noturna - é o mesmo público que valoriza os remixes produzidos pelos próprios djs!!! Pense nisso!  

Quem sabe no futuro com um novo remix mais empolgante, a melodia possa ser celebrada tanto quanto merece!

O single possui as seguintes faixas:

LADO A
1- Sla Radical Dance Disco Club 2´54 (versão original)

LADO B
1 - Sla Radical Dance Disco Club 3´49 (remix) 
2 - Disco Club 2 (melo do radical) 2´18

* Não há informação que este single tenha sido editado em Cd.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Festa da Música vol. 2 / pop + remixes (Compilação oficial)

Capa

Festa da música volume 2 faz parte de um projeto musical lançado pela gravadora Som Livre em 1998. Ao todo são três compilações que apresentam diversos sucessos musicais de vários artistas brasileiros. As canções seguem o estilo pop e pop comercial, incluindo até versões remixadas.

- Ué! Mas pop e pop comercial não é mesma coisa?

- Não! Nem toda melodia pop é pop comercial!
Encarte 1

A coletânea apresenta um total de 14 faixas e contenta a todos os gostos populares com musicas de Ed Motta, Claudinho e Buchecha, Skank, Fat Family, Carlinhos Brown, Rita Lee, Mr Jam, entre outros.

Os Remixes!

Os remixes também seguem a proposta comercial da época. A compilação apresenta sete remixes que fizeram muito sucesso nos bailes e festas populares. A iniciativa da gravadora foi ótima. Pois deu uma chacoalhada musical no universo pop e permitiu o acesso do grande público aos remixes até então confinados a meia dúzia de Djs e algumas emissoras de rádio, somente. Os fãs agradecem!
Encarte 2

Visualmente falando, as imagens que aparecem na capa da coletânea, são apenas ilustrativas e representam uma parte do público que participava de festas comerciais. Esse público era diferente da galera clubber, da alta sociedade, do hip hop, do rock and roll, do público gay, entre outros. Ou seja, cada seguimento popular tinha seus adereços e se vestia de acordo com a sua característica financeira ou de acordo com o conhecimento e gosto pessoal de cada região. A equipe do Brasilremixes sabe que o assunto é altamente discutível, mas apenas lembramos que a imagem do Cd é meramente ilustrativa e não corresponde ao estilo de roupa que muitas pessoas usavam nas festas em 1998!  Tipo assim:

- Vamos ver a capa do Cd e fazer uma festa temática do estilo! 

- Não, não e não! A capa do Cd não serve de exemplo, pois registra uma mistura de roupas sem igual. Vejamos:

- O cabelo colorido era estilo de algumas pessoas que frequentavam a cena clubber! Nem a cantora Baby Consuelo - conhecida pelas mechas coloridas nos anos 80  - continuava pintando o seu. 
- Vestido de tubinho era usado em festas de casamento e ocasiões especiais pra fazer cara de paisagem e que não precisasse dançar muito!
- Camiseta de basquete era hit da galera rap , hip hop e funk carioca!
- Vestido de oncinha era considerado cafona e só foi reaceito na moda a partir de 2008!
- Boné pode, mas goro na cabeça foi tendência entre 1989 e 1992. Depois disso só era usado nos ginásios esportivos ou no período de inverno nas escolas
- Em 1998 os homens não usavam calça jeans com remendo quadrado costurado. A jaqueta preta com camiseta branca foi símbolo da juventude rebelde na década de 50 à la James Dean e não tem nada a ver com anos 90!

- Enfim ...santa confusão! 
Contracapa

A coletânea possui as seguintes canções: 

1 - Vinny – Heloisa, mexe a cadeira (Cuca eletro mix) 4´06
2 - Claudinho e Bochecha - Conquista 4´01
3 - Carlinhos Brown – A namorada (Hitmakers elektro remix) 3´29
4 - Skank – É proibido fumar 2´36
5 - Bicho Cabeludo – Coroné Antonio Bento 3´25
6 - Paulo Ricardo – dois (Hitmakers PAC mix) 3´46
7- Fat Family - Jeito Sexy (Shy guy) 3´40
8 - Pedro Luis e a parede – Pena de vida (Remix) 3´17
9 - Ed Motta – Vendaval (G-vô Monster remix) 4´18
10 - Dominó – Baila, baila comigo 3´03
11 - Hanoi, Hanoi – Totalmente demais (Must remix) 3´48
12 - Fernanda Abreu – Kátia Flávia, a godiva de Irajá 3´47
13 - Mr. Jam – Vai ser você (Cuca remix) 3´18
14 - Rita Lee – Nem luxo, nem lixo (ao vivo) 4´04
CD

* A compilação Festa da Música Vol 1, não apresenta remixes, infelizmente! 

** A compilação Festa da Música Vol 3 será postada em breve! 

*** Não há registro que este trabalho tenha sido lançado em vinil! 

domingo, 30 de novembro de 2014

Ronaldo Resedá - Marrom Glacé....e um pouco de história da Disco Music no Brasil

Capa

Em 1979 o ator e bailarino Ronaldo Resedá também conhecido como “Kid Discoteca”, lançou seu primeiro e único álbum pela gravadora Som Livre. O disco levava o mesmo nome do cantor, que iniciou sua carreira musical na metade da década de setenta. O artista nasceu no Rio de Janeiro e também lançou vários discos no formato de compacto simples, que era uma espécie de single comercializado naquela época. 

Na postagem de hoje, trazemos o compacto com a canção “Marrom Glacé principal sucesso do cantor em toda a sua carreira! A melodia virou tema de abertura da novela Marrom Glacé, que  foi produzida e exibida pela rede Globo entre 1979/1980, no período em que a Disco music fazia sucesso no Brasil. Para ver o video de  abertura da novela clique aqui!
Contracapa

Algumas pessoas confundem a canção “Plumas e paetés” com a melodia “Marrom Glacé” e vice-versa. Mas é bom ficar atento, porque se tratam de duas musicas diferentes. Entre elas, era óbvio que Marrom Glacé fizesse mais sucesso. Não apenas pela composição festiva, mas por seguir um estilo musical jovem (para a época) e voltado para Disco music, que ainda era uma novidade para grande parte da sociedade brasileira. O cantor Ronaldo Resedá faleceu em 1984 e seu trabalho artístico e musical é considerado muito importante para colecionadores e simpatizantes da Disco music made in Brazil! 

O compacto lançado em 1980 apresenta apenas quatro canções:

LADO A

1- Pif-Paf
2- Bobos da corte

LADO B

1- Quero me entregar pra você
2- Marrom Glacê

* O álbum lançado pelo cantor em 1979 possuía a mesma imagem de capa do compacto, porém o LP apresentava um total de oito canções.

...Disco music no Brasil

The Frenetic Dancin´Days Discoteque no RJ

A equipe do blog preparou – de forma livre - uma seleção de canções e artistas que estavam envolvidos com a Disco music na época ou ao menos, que tenham produzido alguma música de sucesso com influências do estilo. Todas as canções estão postadas no YOUTUBE e servem para os leitores pesquisarem e terem uma ideia de como as melodias eram. Entre os artistas brasileiros, alguns dos que mais se destacaram foram:

Ronaldo Resedá - Marrom Glacê
Ronaldo Resedá - Kitch zona sul
Frenéticas – Dancing days
Tim Maia – A fim de voltar
Sarah Regina – Carwash 
Sarah Regina - A última dança
Juanita – Sonho real (Ring my Bell
Fevers – Onde está o amor (Loves is the air)
Rita Lee – Chega mais
Ney Matogrosso - Não existe pecado ao sul do equador
Miss Lene – Deixe a música tocar
Miss Lene – Quem é ele
Lady Zu – A noite vai chegar
Elizângela – Pertinho de você
Cornélius – Eu perdi seu amor
Robison Jorge e Lincoln Olivetti – Rio Babilônia
Gretchen – Conga, conga, conga
Arlete - Quero ser sua mulher

As musicas tiveram ênfase nas rádios, nas discotecas e entre as pessoas que estavam sintonizadas com o movimento. Algumas melodias tocaram mais e outras melodias tocaram menos. Depende de cada região do país! 

A cantora Gal Costa e as canções “Balancê” e “Festa do interior” estão fora da lista. Não confunda marchinha de carnaval com Disco music!  Elas poderão ter jeito de festa, mas são bem diferentes. Gilberto Gil com a música “Realce”, Rita Lee cantando "Chega mais" e a banda Fevers com a canção “Elas por elas”, passaram perto e até possuem influências da sonoridade Disco, mas também não são consideradas representantes do estilo. 

...Um pouco de história da Disco Music

Studio 54 - O templo da Disco Music em NY

A Disco music surgiu nos Estados Unidos e brilhou no cenário musical aproximadamente por 10 anos. O estilo foi um movimento de liberdade de expressão utilizado por comunidades formadas por negros, gays, latinos heterossexuais, hippies entre outras pessoas, contra a dominância do rock n´ roll e a desvalorização da música dance na contracultura. 

Cena do filme Embalos de sábado a noite

A Disco music alcançou o auge entre 1977 e 1980. Sua grande popularidade foi impulsionada por filmes de Hollywood como Saturday Nigth Fever, com John Travolta no papel principal e uma trilha sonora empolgante, que incentivou a abertura de clubes no mundo inteiro. Entretanto, nos Estados Unidos diversos problemas sociais entre brancos e afros descendentes acabaram obrigando o estilo a se refugiar nos clubes underground e nos guetos da comunidade gay. A hostilidade contra a Disco music chegou ao extremo, com a realização do ato de protesto idealizado por roquistas, que ficou conhecido como “Disco sucks” ou “Disco Demolition Nights”.
"Disco Sucks" - Ato de protesto contra a Disco

Pelo volume de informações a respeito do assunto, a equipe do blog não vai entrar em detalhes nessa área. Até porque, diante de centenas de depoimentos e filmagens existentes entre as partes envolvidas, se percebe com evidência, que o problema foi muito além da musicalidade e se misturou a questões de preconceito racial e social. Essa situação se transformou num conflito “ideológico e egoísta” - entre alguns americanos, na busca pelo poder musical. Aliás, em parte do cenário artístico, não existe todo aquele amor que muitas pessoas “inocentes” imaginam. Os bastidores que envolvem diferentes estilos musicais fervilham na busca pelo poder cultural e dominação do público.

Pra quem deseja saber mais, existem dezenas de portais com imagens, vídeos, estudos universitários e depoimentos de participantes e pesquisadores espalhados pela internet, que relatam o ocorrido. Entre vários, neste momento, a equipe do blog sugere dois sites. 


Para saber o que aconteceu de forma resumida, acesse o portal "Today "com a resenha  When ‘Disco Sucks!’ echoed around the world - 30 years ago, a ‘Demolition Night’ riot marked the end of an era”.  Em tradução livre seria algo como: (Quando 'Disco Merda!' ecoou em todo o mundo - Há 30 anos, o protesto  'Demolition Night', marcou o fim de uma era).
Complementos e comentários:

Dizem que a canção Marrom Glacé fez sucesso por causa da novela e entre as pessoas que frequentavam as discotecas naquela época.

Comentário 1:

- Olha de novo a influência da TV na vida das pessoas. Educadores e sociólogos já explicaram e até o Daft Punk já cantou para a multidão: “Television, rules the nation” (A televisão regra a nação) enfim...Uma parte dos brasileiros parece não ter interesse em avançar musicalmente ou já naquela época, não possuía o desenvolvimento “nato” em suas ações. Talvez a preferência em “Deixar a vida levar para o desconhecido” fosse a expressão de ordem, que movia a sociedade. Por outro lado também tinha a rivalidade inútil entre a música de homem e música de mulher. Muitas pessoas também pareciam atuar (ou se deixaram doutrinar), como se aguardassem a autorização da TV ou,  que a TV tivesse a obrigação educacional de mostrar um caminho ao país, para somente depois as pessoas participarem. É como se a televisão exercesse um papel de avalista e orientador!  Santa confusão educacional do povo!!

Comentário 2: 

- Nem todas as pessoas frequentavam a discoteca. O local era direcionado para um público descolado, de classe alta e que estava sedento por novas emoções. Não havia internet e o celular era imaginação dos filmes de Jornada nas Estrelas. O Brasil não tinha muitas oportunidades e incentivos de desenvolvimento cultural em massa. Para algumas pessoas que estavam no poder, num determinado momento o Brasil tinha que ser Índio e no outro tinha que celebrar a Tropicália. De repente, o país parava para comemorar o carnaval e as festas folclóricas de cada região. Em outros momentos o Brasil era boi, vaca e galinha. Estresse! Um verdadeiro caldeirão de informações e conhecimentos que saiam de nenhum lugar em direção a lugar algum. Apenas massageavam o ego confuso da população, que tentava ser alguma coisa mostrando e vivendo obviedades e deslumbramentos do senso comum.

Comentário 3:

- Andando em círculos e com falta de noção de desenvolvimento, o tempo passava para parte dos brasileiros, que não percebiam seu estado de estupor.  Sem um projeto educacional voltado para o desenvolvimento da cultura e com falta de visão além do horizonte, as pessoas deslumbradas acabavam vivendo um comportamento raso, que repetia e imitava o passado ou que imitava outras culturas!

Comentário 4:

Sofisticação-desenvolvimento-tecnologia fazia parte da vida de um seleto grupo de pessoas, que conseguiam se livrar da mesmice.  Na corrida para acompanhar o sentido social mundial, não havia opções. Ou se permanecia atrasado e abandonado no interior ou se tentava compreender as novidades apresentadas por um novo conceito de vida, recheado de aspectos urbanos, vindos de outras culturas, digamos.....um pouco mais atualizadas e coerentes com o tempo presente.

Comentário 5:

É importante lembrar que a fazenda é uma coisa. A floresta é outra e a urbanidade é outra coisa! Quem tentar colocar o campo na floresta ou tentar reviver a fazenda na cidade ou colocar a cidade no campo, o resultado final será um choque de interesses culturais repletos de preconceito, atraso, escravidão cultural e confusão de sentidos.

Comentário 6:

Colhendo informações entre pesquisadores, sociólogos, parte da mídia e o público em geral, podemos compreender que a Disco music chegou ao Brasil graças ao trabalho dos Djs e da galera rica, que tinha a oportunidade de viajar e trazer as novidades para o país. Da mesma forma como a música eletrônica, não foi a galera pobre que sintonizou o Brasil com a sonoridade mundial. A música eletrônica também chegou ao país, devido a uma parcela da sociedade brasileira, que era mais informada e financeiramente estável. A popularização da música eletrônica ocorreu depois. O rock and roll também foi orquestrado  pela elite social, tanto quanto a jovem guarda, a música clássica, a música erudita, entre outros estilos...

Comentário 7: Porque as coisas são como são?

Porque muitas pessoas são limitadas, egoístas e preguiçosas em sua visão mundial. Como também em seu desenvolvimento de vida, recheados de confusão e dúvidas educacionais. São pessoas queridas, mas presas nas garras da simploriedade.

- Simploriedade é diferente de simplicidade. Veja os conceitos:

- Simploriedade é o trivial. É aquela pessoa ingênua que se contenta com migalhas por falta de desenvolvimento. Não tem iniciativa e é antievolutiva. Vive no conhecimento raso que se resume em nascer, crescer, reproduzir e morrer.  Não tem noção de sua importância para sociedade, do que representa e onde quer chegar.

- Simplicidade é a ausência de luxo. É uma pessoa que possui conhecimento, mas leva uma vida simples, sem ostentação e sem consumo exagerado. Simplicidade é um conceito de vida voltado para as coisas necessárias. 

* Essa foi a postagem mais longa já apresentada pela equipe do blog. Não é tão simples falar sobre Disco Music e ignorar todo o contexto social ao qual o estilo fazia parte! Por isso que a resenha ficou gigante! 

** Quem quiser saber um pouco mais da história da Disco music clique aqui:

*** Agradecimento especial para a colecionadora Patrícia Santos de Vargas por ter colaborado gentilmente com as imagens que ilustram a resenha de hoje! 

sábado, 22 de novembro de 2014

Pedro Mariano - Livre pra viver remix (single promocional)

Capa

Hoje apresentamos o remix da canção “Livre pra viver” interpretada pelo cantor Pedro Mariano. Ao analisar seu estilo musical, percebemos que cantor já pertence a uma família de estrelas. Pedro Mariano é filho da cantora Elis Regina e do pianista Pedro Camargo Mariano. Também é irmão da cantora Maria Rita, meio-irmão do produtor João Marcelo Bôscoli e meio-irmão do multi-instrumentista Marcelo Mariano. Ufa! Boas influências musicais não faltam na carreira do artista!
Encarte 1

A música “Livre pra viver” foi composta originalmente por Cláudio Zoli e Bernardo Vilhena, o qual, também possuí uma parceria de sucesso com o cantor Ritchie. Aquele, da música “Menina Veneno” que foi um grande hit nos anos 80! Lembra? Enfim... deixando o passado e seguindo em direção ao tempo presente, o single  com a interpretação de Pedro Mariano, foi lançado promocionalmente pela gravadora TRAMA no ano de 2000.
Encarte 2

Observando o Cd rapidamente, o fã desatento poderá pensar que se trata de mais um “disquinho” comum, com uma música simples igual a versão que aparece no álbum. Entretanto, como diz a gíria entre algumas pessoas que nasceram no nordeste do país. Pó Pará!!!.....Não se trata de um single simples! Ele possui cinco versões da canção + uma faixa multimídia com imagens do vídeo Clip oficial da melodia que você pode ver clicando aqui!

A canção é simples e faz parte de repertório da MPB com ares de pop contemporâneo adulto. Este single apresenta apenas uma versão remix, ideal para tocar em programas de rádio, mas demasiadamente curta para agitar a pista nos clubes. Se bem que de certa forma, não adianta mesmo fazer uma melodia muito longa, pois uma parte do público nem sabe o que está dançando, outra parte dos djs nem dá bola para o que está acontecendo e a outra parte do público ainda está na fase da “tchu-tcha”!!! 
- Fase da tchu-tcha??? 
- Que tchu-tcha??? 
- A tchu-tcha!!! 
- Sabe aquela música que diz: - tchu-tcha, tcha, tchu-tchu, tcha......eu quero....tchu....
- Dizem que em italiano "tchu-tcha" é um apelido para mamadeira! Sem comentários....haha 

Este single apresenta as seguintes versões:

1- Livre pra viver – Aston Martin remix 3´49
Análise: Remix produzido por Aston Martin, que segue o estilo comportado com influências da House music. Bom para agitar festas com publico sofisticado e boa pedida para tocar em programas de rádio.

2- Livre pra viver – Aston Martin remix instrumental 3´49
Análise: Remix igual a versão anterior, mas sem os vocais. Em início de festa cai bem.

3- Livre pra viver – Versão Club 4´05
Análise: O nome da versão “Club” pode fazer o sangue do povo da balada ferver de vontade de dançar. Porém, entretanto, contudo, não se engane. A versão é muito boa pra tocar em bares com som ao vivo, mas infelizmente não funciona na pista!

4- Livre pra viver – Versão acústica 3´59
Análise: Ótima versão acústica para tocar em programas de rádio ou fazer cafuné no pescoço. Sabe como é.......livre para amar, morangos...gemidos...UIA!

5- Livre pra viver – Versão original 4´11
Análise: Versão original é a mesma versão lançada no álbum.

6- Livre pra viver – Versão multimídia – imagens do clip  4´12
Análise: Essa faixa contém imagens do video clip da canção.
CD

* Não há informação que este single tenha sido lançado em vinil 12”.

** Agradecimento especial vai para Alexandre de Andrade que gentilmente forneceu as imagens para ilustrar a postagem de hoje.