quinta-feira, 24 de março de 2011

POP ROCK REMIXES Vol. 2 (coletânea)

Capa do cd
Confesso que fiquei muito chateado em relação ao CD Pop Rock Brasil Remixes Vol. 2. Mas, antes de pôr as cartas na mesa, gostaria de fazer um agradecimento aos idealizadores desta coletânea, pois ao mesmo tempo que  criticamos o resultado final, também reconhecemos que não é fácil lançar um produto, diante de um público domesticado para consumir sempre a mesma coisa. 

Sim, prezado leitor, eu gosto de provocar os brasileiros doutrinados, que se fazem de desentendidos! São pessoas queridas, mas exageradamente simplórias.  Por essa simplicidade preguiçosa, perdem grandes oportunidades e de braços cruzados, aguardam o tempo passar!!! Ou seja, muitas pessoas ficam sapateando ao redor do fogo de chão, da praia, da cerveja e das bundas. Comem feijão com arroz e de tão simplórias, dizem amém para tudo e para e para todos! 

É preciso parar com essa história de raiz e domesticação, porque a vida passa rápido. É necessário se libertar do passado e colocar um pouco de tecnologia no contexto social! Para piorar a situação, o resultado dos remixes deste CD são difíceis de serem avaliados. Existem remixes pobres que foram considerados tudo e remixes grandes que não deram em nada! Triste paradoxo musical tupiniquim! Gravadora BMG - 2000.

1 - Adriana Calcanhotto – Maresia (Club mix)
Análise: O remix é fraco. Porém, do que adianta fazer um super remix se uma parte atrasada da musicalidade brasileira não está preocupada com isso? E o público então? Nem se fala! O estilo house meia boca predomina nesta versão. Infelizmente, não rolou química entre o estilo da cantora e a dance music. Mas valeu a tentativa. Quem sabe na próxima!  

2 - Daniela Mercury – Ilê pérola negra  (Pablo Flores Club Mix)
Análise:O DJ Pablo Flores acertou na remodelagem musical, mas o remix tem muita informação e os brasileiros não conhecem a ginga latina. Ou seja, esse remix é enquadrado no estilo Latin House (house latino) mas tem muito suingue, muita sobreposição de metais, muito piano, muita percussão e é preciso tomar cuidado. O remix é ótimo, mas não foi realizado para satisfazer o paladar brasileiro e sim, destinado ao mercado internacional com  algumas ressalvas!

3 - Pato Fu – Made in japan (remix)
Análise: Remix ao estilo drum n´ bass produzido pelo DJ Marky. A versão parece que está na coletânea errada! O remix é interessante mas não vingou nem para apreciadores da música eletrônica e nem para os fãs da banda. 

4 - Patrícia Coelho – Vem  (Paul Ralphes Remix)
Análise: O mercado musical está precisando diariamente de novos talentos e inovação musical. A proposta da cantora Patrícia Coelho é bem interessante, mas nesse remix faltou um pouco mais de empolgação. 


5 - Biquíni Cavadão – Sabor do Sol  (G-vô Mix)
Análise: Remix básico e pop sem inovações. Ótimo para FMs da vida, mas longe das pistas de dança. Produzido por DJ Leo e Paulo Jeveaux (leia-se Paulo Gevô) por isso que o remix se chama G-vô mix. Jeveaux é um sobrenome francês que se escreve de uma forma e se pronuncia de outra!!!

6 - Negril – Pense bem (remix)
Análise: Remix pop com direito a passinho, riffs de guitarra e pitadas românticas de soul. Ótima melodia para fazer charme ou para embalar os namorados perdidos nas ondas do rádio, bem longe da pista de dança!

7 - Arnaldo Antunes – O silêncio (remix refrão Brown)
Análise: Arnaldo Antunes (ex-Titãs) sempre foi um artista com um conceito musical interessante, por utilizar um repertório criativo e inovador no cenário rock-pop-mpb brasileiro. Mesmo com a participação de Carlinhos Brown, o remix dessa música produzida por Mitar Subotic é limitado e de certa forma não consideraria essa versão como um remix. Mas apenas uma versão melhorada da versão original. Sinto muito! Queremos remix!





Contracapa

















8 - Daúde – Pata  Pata  (The Turbomix)
Análise: O problema aqui não se trata da melodia, mas da letra da canção. Imagine alguém cantarolando o dia inteiro o refrão da música dizendo Pata-pata Pata-pata Pata-pata, é muito chato!!!  Infernooooooooooooooooo! Quem esses músicos pensam que os ouvintes são? Mas o que esta ruim pode ficar ainda pior, quando se percebe que o remix tem de tudo, menos “turbo”! Aliás, O nome pomposo do remix não corresponde a melodia, infelizmente. O trabalho da cantora Daúde é divertido, mas essa música é muito chata! Nem a participação de Carlinhos Brown e nem o remix feito pelo produtor Will Mowat ajudou!  Lamentável!

9 - Ana Carolina – Garganta  (Dance 130 mix)
Análise: A introdução desse remix possui arranjos de funk carioca que se misturam a batida house básica. Produzido por Billy Umbella, o remix é legal para FMs. Na pista de dança não funciona. Mas valeu pelo registro! A vida é assim mesmo! Você tem que pensar em tudo! Um remix para o rádio FM, uma outra versão para o clube, outro remix para a outra rádio AM, um remix para a periferia, outro remix para a classe rica, um remix para a classe pobre, outro remix para os negros, um remix para os surfistas etc e etc....Pode parecer um tanto paranóico, mas faz parte do negócio!!! É bom o ouvinte saber que para cada musica de sucesso internacional, existem no mínimo, umas cinco versões diferentes pra ela. Por exemplo, a música “American Pie” da cantora Madonna existem nada mais nada menos que 50 versões diferentes! Depois, muitas pessoas não entendem porque Madonna faz tanto sucesso!!! O artista tem que pensar em tudo e em todos !!! Simplicidade, voz e violão já era! 

10 - Fabio Jr – Só você (Extended)
Análise: Se o assunto é dança, esse é o melhor remix dessa coletânea. A letra e a melodia são pegajosas e a batida house com sotaque da Italo house oitentista agitaram programas dançantes de rádios FMs e até embalaram o set de remixes nacionais de algumas danceterias espalhadas pelo Brasil. Porém não foi em todos os lugares que a versão  funcionou! A produção do remix ficou a cargo de Nado Leal e Paulo Jeveaux. O nome do remix está errado porque “extended” não diz nada além de ser uma versão mais longa (estendida). E versão longa não significa que seja remix. OK! Existe muita diferença entre o “subentende-se” e a “realidade”!

11 - Lulu Santos – Fogo de Palha (Fubá Mix extended version)
Análise: Esse remix ao estilo house foi produzido por Alex Dias e Nado Leal. É uma versão simples, que possui arranjos musicais e riffs de bateria de escola de samba misturados com a voz de Lulu Santos,  muitas vezes camuflada sob o efeito do vocoder. Interessante! 


CD

domingo, 20 de março de 2011

Para fãs da cantora Marina Lima

imagem do site

















Quem é fã da cantora Marina Lima, não pode deixar de conferir o site Encanto de Marina http://encantodemarina.wordpress.com/
Nele, você vai encontrar uma ótima lista de informações relacionadas a cantora  que vão  desde a discografia, letras de suas músicas,  agenda de shows pelo Brasil, fotografias  reportagens entre outros. O site é organizado por Welbert G. Neves e possui quase tudo o que você imaginar referente a carreira de sucesso de Marina. Ainda bem que existem os sites dos fãs para dar um trato na música e nos artistas brasileiros, porque se dependesse de algumas gravadoras....sei não!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Luciana Mello - Olha pra mim (single remixes) promocional

Capa

Senhoras e senhores aqui está o single promocional da música "Olha Pra Mim" da cantora Luciana Mello. Lançado em 2002 pela gravadora Universal, a canção foi composta por Edu Tedeschi e possui remixes produzidos Mad Zoo, Silvera, Tchorta, Jair Oliveira e o DJ Memê. Talvez algumas pessoas não tenham percebido, mas apoiar novos artistas na musicalidade brasileira é muito importante para dar uma equilibrada na cena musical tupiniquim, marcada muitas vezes por artistas carimbados e queridinhos do público domesticado para consumir sempre a mesma coisa. Portanto, a cantora Luciana Mello mesmo tendo seu trabalho voltado para a MPB, sem perder o charme, suas melodias possuem um sotaque bem contemporâneo, contribuindo para a diversidade musical sem cair no pastelão!

1 - Olha pra mim (MADZOO CLASSIC SESSIONS)
Análise: Apesar de parte do Brasil tratar o drum n´bass como modismo, lembro ao leitor que esse problema só ocorre por aqui! Afinal, no mercado internacional o drum n´bass continua sendo tocado e respeitado normalmente. Não é porque alguns artistas gringos popezinhos deixaram de fazer remixes em versões drum n´bass que o estilo acabou. Assim como, também não é porque a novela Caminho das índias (transmitida pela rede Globo de TV) terminou, que a musicalidade oriental também tenha deixado de ser atraente e divertida. Independente da domesticação musical brasileira, a vida internacional continua. Aliás, o mundo não se resume naquilo que as rádios brasileiras tocam em sua programação! Mas retornando ao assunto principal, este remix produzido por Mad Zoo segue o estilo Drum n´ bass bem parecido com a ginga eletrônica que alavancou a carreira da cantora Fernanda Porto.

2 - Olha pra mim (REMIX BY JAIR OLIVEIRA)
Análise: Nesta versão temos influências da black music e uma levada bem sutil de hip-hop. Uma boa versão pra quem gosta de fazer charme.

3 - Olha pra mim (SILVERA LOVE REMIX)
Análise: Esse remix não é dançante, mas uma versão perfeita para aqueles momentos românticos entre o sofá, o corredor escuro, a cama...enfim, com muitas influências do Soul e da Black music. Só entende quem namora!

4 - Olha pra mim (DARK SIDE MIX RADIO EDIT)
Análise: Opa! Opa! Opa! Ok galera o love terminou. Tá na hora de levantar da cama e sacudir a poeira. Mexa esse corpo num remix interessante produzido por Tchorta. Porém essa é a versão menor editada para tocar no rádio. Esta faltando a versão completa. Cadê???? Até agora não encontramos a versão longa desse remix. Sinto muito! Deve estar trancada a sete chaves no case do produtor. Vai saber.

5 - Olha pra mim (MEMÊ´S PENTHOUSE IN PARIS MIX)
Análise: Lady, hear me tonight, cause my feeling….Ops, Olha pra mim, quero ver que é você, olha pra mim....Tá bom pessoal. Esse remix produzido pelo DJ Memê é um dos melhores deste single e contém sample da música “Lady (hear me tonight)” da banda francesa Modjo, que por sua vez também utilizou o sample da música “Soup for one” da  banda “Chic” que fez sucesso na década de setenta. É assim mesmo. Tudo se copia se transforma, se destrói, se reconstrói e se renova. Viva a reciclagem musical! Esse remix não é tão dançante, porém tem um riff de guitarra bem gostoso tipo Lady, hear me tonight, cause my felling..la, la la, la..
CD


* Este single também foi lançado no formato de vinil 12”. Em breve será postado pelo site, aguarde! 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Lulu Santos - Cadê você?/Dancin´ Days single remixes (item de colecionador)

Capa
Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todas as pessoas que trabalharam na realização desta música. É um presente para os apreciadores da dance music cantada em português! Esses remixes foram e pertencem a uma fase musical muito inspiradora e iluminada do cantor Lulu Santos
Lançada em 1996 no álbum Anticiclone Tropical, com certeza será um privilégio para qualquer artista daqui há cinqüenta ou sessenta anos regravar essa canção. A produção geral é de Alex de Souza e Robson Vidal. Mixado por Marcelo Sussekind. 
A capa deste single tem uma ilusão de ótica bem engraçada. A primeira vista acreditei que imagem de fundo (tecnicamente distorcida) era de um estádio de futebol com arquibancada superior mais escura, a arquibancada inferior mais clara e no centro eram as luzes do estádio e o placar de gols. Porém, ao olhar fixamente, percebi que na verdade, a perspectiva fotográfica retrata uma praia e as ondas do mar. A proposta deste single promocional é muito interessante, pois trás aos fãs num único Cd, os remixes para as músicas Cadê Você? e Dancin Days. Gravadora BMG.

1 – Cadê você? (DO-RE-MIX 12” radio)
Análise: As influências da disco music foram fundamentais na concepção melódica dessa versão.  Na prática, se trata de um remix house com arranjos, percussão, metais, breaks, harmonia e melodia inspirada na disco music. Um remix festivo e gostoso para chacoalhar qualquer festa de respeito.

2 – Cadê você? (DO-RE-MIX 12” vocal)
Análise: Esse remix é igual ao remix anterior, porém mais longo e destinado a pista de dança.

3 - Cadê você? (original version)
Análise: Você já sabe que original version é igual a versão do álbum. Nessa melodia, tanto os riffs de guitarra e baixo como também, o acompanhamento da bateria e dos metais possuem uma clara inspiração disco.

4 - Cadê você? (DO-RE-MIX Instrumental)
Análise: É uma pena que a maioria das musicas brasileiras lançadas em single não contemplem a versão instrumental. Pelo que lembro algum sociólogo deve ter dito por ai que parte do povo  brasileiro não sabe curtir a melodia. Talvez seja pela falta de independência ou até mesmo por sua domesticação musical direcionada aos ritmos consumidos pela massa. Vai saber!? Talvez o blá-blá-blá musical seja para suprir a falta de leitura de grande parte do Brasil que prefere ouvir e assistir a alguém falando do que propriamente lendo!? Enfim.
O remix foi produzido pelo renomado produtor Tuta Aquino que já assinou trabalhos musicais dançantes e eletrônicos de vários artistas nacionais e internacionais. Infelizmente até o fechamento dessa postagem este cd single ainda não foi creditado ao produtor, no site Discogs. http://www.discogs.com/artist/Tuta+Aquino

5 – Cadê você? (TWILO VOCAL MIX)
Análise: Remix ao estilo house com vários efeitos eletrônicos inspirados no extinto clube nova-iorquino chamado Twilo.

6 – Cadê você? (TWILO DUB)
Análise: Esse remix tem a mesma base melódica da versão twilo vocal mix, porém é um remix instrumental. É importante o leitor ficar atento para dois entendimentos musicais diferenciados que utilizam o mesmo nome. Ou seja, DUB.
O estilo musical chamado DUB é muito popular na Jamaica com uma atmosfera instrumental que lembra o reggae, dancehall, etc... Mas o DUB jamaicano também pode ser cantado.
Por outro lado, o remix  chamado de DUB não significa que seja parente do reggae, mas o nome “DUB”  também é muito utilizado pelos gringos para definir uma versão musical instrumental, apenas. Para entender melhor irei utilizar a palavra “Skank” que serve tanto como nome daquela banda brasileira de poprock de Minas Gerais, quanto para definir uma espécie de droga utilizada no mercado internacional. Entendeu! Temos a mesma palavra, mas sua aplicação é diferente! Por que isso ocorre? Muito simples, não havia internet e nem educação musical globalizada na época de definição das expressões musicais. (A palavra"DUB" é utilizada como termo de música instrumental desde a década de 80). Por isso que a ciência inventou o nome científico para cada organismo que vive na face da terra para evitar confusões de entendimento. Esse é um problema mundial. Como o Brasil não foi o responsável pelo invento da música e seus termos, cabe a nós seguir o que os outros definiram. Por isso que muita gente briga com a doutrinação e o sistema educacional brasileiro, baseado em coisas que nós não inventamos, mas temos que aguentar e nos adaptar a evolução trazida por outras civilizações. Porém já é outra história.....
E você pensava que a vida era simples!!!!???
Hahahahahahahahaha! 
Contracapa

7 – Dancin´ Days (CLUB MIX)
Análise: Composta por Nelson Motta/Ruban e originalmente gravada pela turma das Frenéticas em 1977, essa música virou um raro hit da disco music cantado em português e um grande sucesso da dance music no Brasil. Já que  o cantor Lulu santos é da galera antenada com a evolução musical mundial, a disponibilidade e a segurança em regravar essa versão não deve ter sido tão difícil. Afinal, Lulu Santos é um dos poucos artistas brasileiros que conseguiu aprimorar sua capacidade e desenvoltura musical em vários estilos que vão do pop ao rock, passando pela música eletrônica, as baladas românticas e os hits dançantes. A versão feita para essa música foi produzida por Alex de Souza e Robson Vidal. É um remix house repleto de efeitos eletrônicos para incendiar qualquer pista de dança de respeito.

8 – Dancin´ Days (DISCOTEQUE SPACE MIX)
Análise: É muito provável que o nome desse remix seja uma referência ou homenagem ao remix da música “Discoteque” do U2. Aliás, a batida eletrônica nos tráz influências do house e o sample de bateria utilizado na época tanto pelo DJ e produtor David Morales para um dos remixes da música “Discotequedo U2, quanto pelo DJ e produtor Armand van Helden para um dos remixes da música “Ain´t talkin´bout Dub” do Apollo Four Forty. Esse mesmo riff de bateria apareceu em vários remixes internacionais e até na versão produzida pelo DJ Memê em 1997 para a música “Gata” da cantora Deborah Blando, que posteriormente também será comentada neste blog.

9 – Dancin´ Days (CLUB MIX RADIO EDIT)
Análise: Esse remix é igual a versão (CLUB MIX) porém, editado em tempo menor para tocar no rádio.
CD

* Não há informações até o momento de que este single tenha sido lançado no formato de vinil 12” ou que tenha sido lançado comercialmente ou ainda, que o single tenha sido lançado com remixes separados. 

* A versão original de Dancin´ Days tanto das Frenéticas como de Lulu Santos contém o sample da música  "I´ve been hurt" do grupo Bill Deal and the Rhondels, gravada em 1969.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Rita Lee - Lança Perfume (Memê Club Mix 2009) *

A versão remix da música possui uma base eletrônica com influências do deep house e nuances de minimal. A sonoridade é muito interessante e contemporânea. De forma clara, o remix possui uma boa estética melódica, mas sua performance se restringe em alguns programas de rádio e alguns clubes.  Por enquanto, não existem dados oficiais que afirmem que o Dj Memê tenha remixado essa canção. Inclusive, nem o site do próprio dj faz referência ao remix. O que existe apenas é que a versão que vazou na internet se chama Rita Lee - Lança Perfume (Memê Club mix 2009).

Por enquanto (até fevereiro de 2011) não há informações oficiais de que o remix tenha sido editado tanto em cd quanto em vinil. Até o momento permanece como uma produção não autorizada e disponível em alguns sites de musicas brasileiras, que disponibilizam remixes para downloading.

Nota de esclarecimento importante

Dizem que a verdade tarda, mas não falha. Para a felicidade dos fãs, em junho de 2014, o Dj Memê se pronunciou nas redes sociais a respeito do remix da música Lança Perfume 2009. Na ocasião ele confirmou a produção do remix e esclareceu alguns detalhes que envolveram a mixagem da canção. Dessa forma, a equipe do blog Brasil remixes, reproduz na íntegra o manifesto feito pelo DJ Memê:

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Segue agora a história de cada remix:

1 - O CLASSIC REMIX '95 foi criado a pedido de João Augusto, na época então diretor artístico da EMI-ODEON, que havia acabado de contratar Rita Lee e Roberto de Carvalho para o seu cast, e com isso, por alguma razão, recebeu junto alguns fonogramas antigos de outra gravadora.

Entusiasmado com a chegada do casal da música à sua gravadora, João quis recolocar nas rádios antigos singles produzidos por Rita e Roberto para chamar a atenção de todos aos seus novos contratados, e assim, entre seus planos estava um remix de Lança Perfume, que coube a mim executar. Quando o remix ficou pronto, houve algum problema com a autorização da faixa, que era originalmente da gravadora SOM LIVRE, e o remix foi infelizmente arquivado, sem o tempo necessário para descomplicar tal fato.

O tempo passou...e 5 anos depois, a EMI quis colocar na rua um album de remixes da RITA LEE chamado RITA RELEEDA (sic!), onde fui de novo convidado, e entrei com 2 remixes : MANIA DE VOCE, e aquela jóia quase perdida em gavetas de arquivo, o meu tal remix de '95 de LANÇA PERFUME. Enfim brilhou a luz do dia.

2 - O REMIX 2009 foi criado para o REMIX WORKSHOP que apresentei no 1º ano de RIO MUSIC CONFERENCE.

Neste workshop, eu explicava o passo a passo da criação de um remix, remontando uma música do zero, usando apenas a voz original do artista somada a uma base criada na hora.

Escolhi a Rita com LANÇA PERFUME, por tratar-se de uma música conhecida por todas as gerações, e porque eu tinha em mãos aquela belíssima raridade, que eram as partes originais separadas.

O remix ficou tão bacana e contemporâneo que resolvi finalizá-lo no meu estúdio, ao final do RMC.

Este, ao contrario do outro, nunca foi lançado oficialmente, apenas em bootleg na internet, mas...eu sei que a Rita e o Roberto já ouviram, e não disseram nada. Isto pra mim foi um aval, e é o suficiente.

Parte técnica:

É super possível ouvir entre ambos a evolução da minha experiência em estúdio no quesito mixagem de áudio, já que sou eu mesmo que mixo meus trabalhos desde '93.

Lembro-me inclusive que o remix de '95 deu um trabalho descomunal, pois eu não usava computador e nem havia automação para as minhas mixagens, e a minha mesa na época era 100% analógica...ou seja: Errou algo...VOLTA ! Essa mixagem acabou às 3 da tarde do dia seguinte, e eu estava destruído de tão cansado.

Os remixes estão com a máxima qualidade possível para todos os players digitais: WAV 16bits 44.1k, porque...gente amiga...qualidade SEMPRE fará a diferença!
Enjoy !!! :: Meme   "

* mensagem editada na página do Dj no Facebook, para acessar digite: www.facebook.com/DJ.Meme


A equipe do blog agradece o esclarecimento! Os fãs também! (eeeeeeeeeeeeeba)

Fernanda Porto - Tudo de bom single remix promocional

CD
Entre vários artistas nacionais respeito muito a originalidade e a coragem da Fernanda Porto ao lançar no Brasil (um país domesticado pelo tradicionalismo ultrapassado da MPB e do Rock n´roll) um cd de música eletrônica com canções em português. 
Fernanda Porto não tem apenas talento, mas ela deu um “peitaço” no atraso musical tupininquin mandando muito bem em seu álbum de estréia com cinco hits musicais que tocaram nas rádios em varias partes do Brasil. A música Tudo de bom pertence ao álbum Fernanda Porto lançado em 2002 pela gravadora Trama. Resta saber se o público consumidor vai dar sustentação ao trabalho realizado por Fernanda Porto nos próximos anos. Afinal, o público troca de música e de artista como quem troca de roupa! Este single promocional de rádio possui apenas informações gravadas na imagem do cd. Ele traz sete músicas, das quais, somente cinco são remixes.

1 - Linndrum remix
Análise: Produzido por “O time”, trata-se de um remix com boas influências de hip hop e da soul music. Não é uma versão, necessariamente, dançante. Mas tem uma atmosfera ideal para lounges e chill outs perdidos na madrugada.   

2 – Mad Zoo está na Europa
Análise: Versão nervosa produzida pelo “O Time e Fat Head”  mas sem exageros. O remix em estilo drum n´ bass é perfeito para tocar nas rádios comerciais contemporâneas.

3 – Rythm´n bossa remix
Análise: Para quem gosta de Black music e balada romântica, sem dúvida esse é o remix perfeito. Inclusive, com direito a um sutil riff de bossa nova, só para deixar a melodia mais gostosa.

4 – E Samba remix
Análise: Seguindo a versão original, esse remix foi muito bem produzido. Todos os efeitos e timbres foram sincronizados na medida certa. A melodia possui uma cadência bem estruturada ao mesclar as batidas do drum n´bass, bossa nova e até uma levada meio samba pós-moderno.

5 – Acoustic
Análise: É apenas a versão acústica e sem graça da música. Sem graça? Sim, caro leitor!!! Estou pagando por sofisticação, por tecnologia e por psicodelismo! Quando quero ouvir versão acústica, vou até o quintal da minha vizinha e peço para ela tocar violão. Aliás, qualquer pessoa toca violão!

6 – Surfing on vinil
Análise: Outro remix bem legal e nervoso ao estilo drum n´bass com direito a efeitos de scratch.

7 – Álbum version (É a versão da música igual a versão original)

* Até o momento não há informações de que este single tenha sido lançado no formato de vinil 12". 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Skank - Tão seu (single remixes) Item de colecionador


capa/interno
Não há muito que falar desses remixes. A versão original ficou do jeito que o povo gosta. Ao menos é o que dizem! 
Meio namoradeira, meio cafuné, popezinho embalado pelas ondas do mar acompanhado pela fumaça de um Skank, quer dizer, de um baseado básico! (deixa pra lá, faz parte do show!) A música “Tão seu” foi laçada em 1996 no álbum O Samba Pocomé. As faixas 2,3,4,5 e 6 do single foram remixadas por  Michael Fossenkemper e as faixas 7 e 8 foram remixadas por Dudu Marote. Gravadora Sony Music.

1 – Álbum (versão álbum é igual a mesma versão original lançada no álbum e não é um remix)

2 – Late night mix
Análise: Neste mix destinado ao estilo musical conhecido como downtempo não há compasso de bateria e os sintetizadores se encarregam de sobrepor camadas melódicas viajantes (landscapes) para criar uma atmosfera relaxante e contemplativa. Esse remix também pode ser enquadrado no conceito de dub jamaicano.

3-The horny european
Analise: Outro remix com atmosfera viajante bem parecido com a versão anterior, mas com um compasso de bateria para dar andamento a viagem cósmica e profunda. O próprio nome do remix já diz tudo: “The horny european”, ou seja, o tesão europeu!

4-A stroll trough the park
Análise: Essa versão é puro Reggae com influências marcantes de Bob Marley. É um legitimo passeio pelo parque, pela praia, pela praça .....

5- I´m horny
Análise: Estou com tesão??? Não senti nada até agora!!! Enfim! Esse remix é praticamente igual ao remix anterior com muito reggae, paz, amor, fumaça e sussurros femininos dizendo ieeeeeeeeee ieeeeeeee ieeeeeeeeee.

6- Alternate horny
Análise: Que culpa a gente  tem se quase todos os remixes são iguais? Aliás, não vejo nada de tesão alternativo como se refere o nome deste remix. Reggae, dub, fumaça, dub, reggae e mais vocais femininos dizendo agora aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh!

7- The not so late ragga Voyage
Análise: E a viagem cósmica do Skank continua. Este remix produzido por Dudu Marote segue seu destino interestelar com tecladinho romântico tipo “Rebel in me” da canção do Jimi Cliff, mas dá uma parada e requebra com a levada sutil de drum n´ bass! E só!

8 - The not so late jungle Voyage
Análise: Nos primórdios o Drum n´ bass era chamado de “Jungle”, mas esse remix também segue a mesma fórmula da versão anterior. Isto é, Me sinto só, me sinto só, me sinto tão....chapado, quer dizer, (desculpa) me sinto tão seu!  

CD















* Até o momento não existem informações referentes ao lançamanto deste single no formato de vinil 12”.